A Semeadura de Nuvens é uma tecnologia aplicada que utiliza fundamentos de microfísica de nuvens e meteorologia operacional para potencializar processos naturais de precipitação, aumentando a eficiência de formação e crescimento de hidrometeoros (gotas e cristais de gelo) em sistemas convectivos.
Os projetos são executados com equipamentos de última geração, aeronaves adaptadas e insumos específicos, aliando monitoramento meteorológico em tempo real. Dessa forma, é possível promover o incremento da disponibilidade hídrica em áreas estratégicas, de maneira planejada, rastreável e sustentável.
A semeadura de nuvens ajuda o produtor a garantir água nos momentos certos da estruturação da lavoura, tornando mais previsíveis as fases críticas (germinação, floração e enchimento de grãos) e reduzindo o estresse hídrico.
Manter o nível dos rios e reservatórios é essencial para garantir a geração hidrelétrica. Estiagens reduzem a produção, geram perdas financeiras e aumentam a insegurança energética.
Períodos de estiagem podem comprometer os mananciais de água potável que abastecem cidades, reduzindo a disponibilidade hídrica e colocando em risco a saúde, o bem-estar e a segurança da população, além de aumentar a probabilidade de racionamentos e emergências hídricas.
A irrigação por pivôs depende de reservatórios em níveis adequados. A semeadura de nuvens pode apoiar a recarga de barragens e açudes, reforçando a segurança hídrica da lavoura.
A semeadura de nuvens funciona com base em princípios da física atmosférica. Quando as condições são favoráveis, agentes canalizadores são liberados por aeronaves especializadas, estimulando a formação natural de gotas de chuva.
Quando uma nuvem contém umidade suficiente, mas faltam partículas que iniciem a condensação, os AVIÕES lançam agentes que funcionam como núcleos de condensação. Esses nucleos ajudam as gotículas de água a se unirem e caírem como chuva.
Segundo Elliot et al. (1995) relataram que a precipitação aumenta de 10 a 40% (comparado com chuvas naturais), o que aumentaria a produção de milho e soja de 4 a 20%.
Resultados concretos e sustentáveis para o agronegócio: Prolongamento das estações chuvosas; redução das perdas por estresse hídrico das plantas, redução dos eventos climáticos extremos (secas e granizo), ou seja, incremento na produtividade e retorno econômico.
Nos Estados Unidos houve uma seca persistente entre 1932 e 1939. A escassez de água nesse período conhecida como Dust Bowl (tigela de poeira) marcou toda uma geracao de americanos, o que incentivou o químico americano VINCENT JOSEPH SCHAEFER, com a ajuda do cientista BERNARD VOLNNEGUT a conceber o método de SEMEADURA DE NUVENS, em laboratório, gerando a primeira chuva artificial.
VINCENT JOSEPH SCHAEFER
Segundo o fabricante do produto importado que é utilizado, o mesmo age por até 7 dias na regiao semeada, sendo que fatores climáticos externos como temperatura, umidade e vento, interferem nesse prazo. Após a semeadura de nuvens podem ocorrer várias chuvas, sendo a primeira mais leve e, após esta ocorrer e atrair mais umidade para a região. A tendencia é que as outras chuvas que sucedem sejam maiores. Geralmente, existindo boa umidade, a primeira chuva é de cerca de 10 a 15mm. A segunda chuva, provavelmente no dia seguinte, será de cerca de 20 a 30mm e, se não dispersar a umidade, a terceira chuva pode ser de 40 a 50mm
Quanto mais umidade existir na região alvo, maior é a área abrangida. Com uma carga agente nucleante, pode-se cobrir uma área de cerca de 5 a 15 mil hectares. Com um fluxo de fornecimento de humidade (frente fria entrando) pode-se conseguir áreas maiores.